Texto Base: Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. Gênesis 1:27
Fugindo dos conceitos teológicos aqui aplicados há este texto, eu gostaria de explana-lo na forma Poética.
Numa visão antropológica, vemos que a nossa sociedade pós moderna, contudo, o nosso modelo atual cristão, tem Criado um d'us a sua imagem e semelhança,
Dentro dos valores materialistas, isso tem gerado uma sociedade sem identidade, sem referências, sem perspectivas, e sem sonhos.
E a grande conseqüência, é um indivíduo doente, depressivo, estressado, e desmotivado, e totalmente escravo do sistema, que dita desde que devemos fazer, até ao que crer.
Ao passo que a cada dia vemos e sofremos as conseqüências.
Breve Completo !
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
- Você é a imagem e semelhança de Deus!
Sexta-feira, Agosto 21, 2009
Biografia de 20 anos, modo de ver a vida de duas décadas
Cuiabá dia 21 de Agosto de 2009, 2:15 da manhã, faz Frio na Capital Mato-grossense situação atípica, nesse contexto que um jovem completa Duas Décadas, Muita coisa aconteceu nesses anos, seria até irrisório tentar descreve-los em algumas linhas de um texto.
Várias coisa aconteceram no ano de 1989,
- Estreia da série Os Simpsons
- Fernando Collor de Mello é eleito presidente do Brasil
- A Igreja Universal do Reino de Deus compra a Rede Record por US$ 45 milhões
- George H. W. Bush toma posse como o 41º Presidente dos Estados Unidos da América
- Explode a Revolução Romena de 1989
- Premio Nobel Dalai Lama
- Morre Raul Seixas
Estamos no dia 21 de Agosto de 1989, por todos os lados só se comenta a morte de Raul Seixas grande cantor e compositor, que revolucionou todo um pensamento de sua geração, por onde se ia podia se ouvir malucos Belezas, cantando que eram uma sociedade alternativa.
Mas em um Hopistal Tradicional Infantil da Cidade de Goiânia, nasce várias crianças, e em um dos leitos, está uma Jovem de apenas 17 anos, que ficará grávida precoce-mente, talvez seja uma resposta natural aos conceitos ideais da época, em que gritavam " Sexo, drogas, Rock n Roll " se fizeram uma grande pesquisa, grande parte das jovens que ficara grávidas eram meninas solteiras na época, porém o choque cultural que permitiam-se engravidar, ainda não aceitavam com bons olhos Mãe solteira, mas um impulso para que o Jovem Cabo do Exercito Brasileiro de 20 anos, assumisse um casamento.
No Hospital, houve uma grande mobilização após o parto, médicos atônitos, tentando esconder o filho da Jovem mãe, a moça ainda inexperiente, queria por tudo ver seu pupilo, seu primeiro Filho, porém os médicos o negam e o levam direto para incubadora, já que nascera de forma precoce.
Logo em seguida chamam a responsável pela área de psicologia e se reune com a mãe, e a noticia em que todos esperavam, o fim de todo mistério, a Criança nascera bem, sem riscos aparentes, porém com lábio leporino. (cientificamente fissura labiopalatal) é uma abertura na região do lábio ou palato, ocasionada pelo não fechamento dessas estruturas, que ocorre entre a quarta e a décima semana de gestação.
Breve, Completo !
Segunda-feira, Agosto 10, 2009
Estou cansado! - Pr. Ricardo Gondim
Cansei! Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço. Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos. Compreendo que o profeta Isaías ensina que Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor. Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados. Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem com a minha confissão e me considerarem um derrotista. Contudo, não consigo dissimular: eu me acho exausto.
Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação. Continuo entusiasmado pelo que faço; amo o meu Deus, bem como minha família e amigos. Permaneço esperançoso. Minha fadiga nasce de outras fontes.
Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus. Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio. Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado porque sei que é uma propaganda enganosa. Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais os conteúdos do evangelho; gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições. Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração; todas visando exclusivamente encher os seus templos. Considero os amuletos evangélicos horríveis. Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.
Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade. Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica, e não como fruto de uma construção social perversa. Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa privilegiando as elites há séculos. Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que pairam sobre o Brasil e o mundo.
Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética. Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos. Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras. Convivem com uma teologia pronta. Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento “científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus. A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.
Canso com os estereótipos pentecostais. Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo, buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais. Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada, mas sem vitalidade espiritual. Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.
Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões. Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus” para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.
Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo. Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode beber vinho, usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc. A lista é enorme e parece inexaurível. Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas, que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas. Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios. Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.
Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português. Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol, que nada têm a ver com a nossa realidade. Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo. Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa. Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes. Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja copiado e que vem sendo adotado no Brasil.
Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos. Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado. A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento. Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João. Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota. A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo. O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores. Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas. Aquela beleza não era deste mundo. Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita. Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica, contente com tão pouca beleza.
Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança. Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja. Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica, e que vivemos com um orçamento apertado. Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.
Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos. Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais. Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.
Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico. Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.
Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones. Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante. Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência. Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie. Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.
Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos. Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida. Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando e muita boa música para tornar a vida mais bonita. Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade. Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.
Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu. Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda; romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias; voltar ao primeiro amor. Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma. Ainda há tempo de salvar a nossa.
Soli Deo Gloria.
Pr. Ricardo Gondim
Quarta-feira, Julho 29, 2009
PR. Ricardo Gondim - O que a Bíblia permite e a igreja proíbe
Você ouve música não-evangélica?
Sempre temi os boatos. Sendo uma pessoa pública, sei que não estou imune a
eles. Há algum tempo fui vítima de um "boato verdadeiro". Pode parecer uma
contradição, mas eu explico.
Recentemente, recebi uma visita em minha casa. Na sala, conversamos sobre
vários assuntos em um clima de extrema cordialidade. Como acontece
freqüentemente na casa dos pastores, o telefone tocou, interrompendo nossa prosa.
Desculpei-me e fui atendê-lo. A pessoa que me ligava pediu ajuda e logo percebi que
ficaria alguns minutos na linha. Da cozinha, com o telefone ao ouvido, acenei pedindo
a compreensão de meu hóspede. Foi aí que observei meu suposto amigo evangélico
contemplando a estante de nossa sala. Seus olhos estavam tingidos com um tom
investigador; queriam bisbilhotar. Como minha conversa se converteu em um
aconselhamento, concentrei-me no que falava, sem entender do visitante o porquê de
seu enorme interesse por minha estante. Retornei à sala. Esperava um ambiente
como o de outrora - cordial. Entretanto, o clima era constrangedor. Não entendi. Dois
meses depois tudo se esclareceu.
Ele havia descoberto, entre os muitos CD's que possuímos, o nome de Chico
Buarque de Holanda, Caetano Veloso, e, tome o seu fôlego, Chitãozinho e Chororó.
De minha casa saiu a espalhar para todos que quisessem ouvir: "O Ricardo Gondim
ouve música do mundo".
Alguns amigos mais preocupados me aconselharam: "Cuidado com quem você
convida para sua casa". Outros tentaram ajudar: "Ricardo, o melhor mesmo é você se
desfazer desses discos, eles vão destruir a sua respeitabilidade nos círculos
evangélicos". Não havia como desmentir, o boato era verdadeiro.
Recuso-me a jogar fora os meus discos; não me tornarei mais seletivo quanto às
pessoas que visitam minha casa. Como não aceito viver uma realidade particular
diferente da minha imagem pública, tentarei refletir o que significa música não evangélica,
ou "música do mundo".
Ricardo Gondim; Você ouve música não-evangélica Cap 7 : O que a Bíblia permite e a igreja proíbe. Editora Mundo Cristão; São Paulo
Terça-feira, Julho 28, 2009
Padre Fábio de Melo - Para além de toda definição.
A definição é sempre uma forma de aprisionamento. Definir é estabelecer uma cerca, impedindo que a realidade definida se mova em direção a outras. Isto é uma cadeira e não pode ser uma mesa. Pronto, delimitamos o significado para acalmar nossa mente que é tão ávida por definir.
Gosto de pensar as coisas fora da sua definição, só para ter o prazer de ver como se comportam os definidores obcecados. Hoje não vamos sentar nas cadeiras. Vamos sentar no chão e as cadeiras serão nossas pequenas mesas. Aí, teremos a possibilidade de revisitar nossa infância, naquele tempo em que ainda não aprisionávamos a realidade em nossas definições.
Acredito piamente que a razão positivista, que sempre se esmera em definir de maneira empírica e clara toda e qualquer realidade, não deve suportar as crianças, nem a criatividade delas.
Elas, definitivamente, se opõem de forma radical ao saber positivo, delineado e preestabelecido, porque estão abertas à possibilidade de que uma cadeira não seja apenas uma cadeira. Coisas de crianças, coisas de filósofos, que nós, adultos, não podemos entender.
Quem cresceu demais perdeu a filosofia, essa capacidade de ver as coisas e as realidades para além daquilo que mostram. Deixou de ser metafísico, sonhador e se fixou no aprisionado mundo das definições claras e sem graça, onde nada tem o direito de ser mais do que aquilo que se mostra.
Para esses, o símbolo não fala por si mesmo, tem de ser explicado. Aí a densidade do símbolo já se foi, perdeu-se na explicação, foi racionalizada. O símbolo não é para ser explicado, mas sim apreendido pelos cinco sentidos do existir humano e depois transportado à realidade a que ele aponta.
Ele é ponte que leva ao mundo das indefinições, onde Deus vive livre de todo e qualquer conceito que dele estabelecemos.
Deus é a surpresa, o inesperado que emerge do cotidiano e que desorganiza o mundo dos humanos com uma nova lógica, em que nem tudo pode ser matematicamente compreendido. Deus está para além de todo cálculo. Ele mora na curva, aonde os nossos olhos não chegam de forma retilínea.
Ele é a palavra que desconcerta no gesto de se encarnar para divinizar o humano. Talvez seja por isso que a linguagem simbólica seja a primordial forma de descrever as realidades divinas. O que podemos conhecer de Deus nós o fazemos por analogia. A partir de elementos e conceitos temporais, esmeramo-nos em descrever Deus e o mistério de sua grandeza.
Esse conhecimento é imperfeito, mas, mesmo assim, indispensável. Não saberíamos não simbolizar, não saberíamos não acreditar nem tampouco não teologizar. É nessa busca sincera de descobrir como se porta o coração de Deus que nos descobrimos humanos.
Vendo o que ele possivelmente é, deparamo-nos com aquilo que certamente ainda não somos, mas queremos ser.
Longe de ser uma postura antropológica negativa, essa perspectiva se abraça à certeza de que a santidade é um processo de aprimoramento do humano em relação a Deus. Uma humanidade impregnada de Deus é uma humanidade em ponto de chegada, aprimorada, verdadeiramente humana.
Foi por entender assim que o filósofo Zubiri sabiamente concluiu que “Deus é uma forma infinita de ser homem, e que o homem é uma forma finita de ser Deus”.
Aquilo, que a princípio nos separa, ao final tudo nos congrega. Deus é especialista em humanos. E nós ainda estamos longe de tornar a recíproca verdadeira.
Fábio de Melo em "Tempo: saudades e esquecimentos" - Editora Paulinas.
Sábado, Junho 20, 2009
A Cabana
Já faz alguns meses que Li A CABANA, por um lapso esqueci-me de postar minha opinião sobre ele, na verdade até a inspiração que conquistamos ao acabar um livro, já se foi.
Mas acho que isso é até bom, vou fazer uma analise técnica e menos emocional, quer dizer vou tentar.
A Cabana é um livro escrito pelo canadense William P. Young, lançado originalmente em 2007 e desde então já vendeu 2 milhões de cópias. A Cabana foi publicado em português pela primeira vez em 2008.
Todas as vezes que lermos algo, devemos sempre contextualizar, não podemos tomar alguma leitura para nós como verdade absoluta, muito menos dizer que aquilo não gerou em nós uma reflexão, com o livro A Cabana não é diferente, se pelo conteúdo teológico ele gera conflito, no campo da reflexão ele nos enriquece com sua grande contribuição.
Para nós que já conhecemos quem é Jesus, Deus, e o Espírito, Não há problema algum quando alguém diz, que Jesus e um simples carpinteiro com cara de Nicolas Cage, que Deus e uma velha gorda parecida com Whoopi Goldbergt, e que o Espírito Santo é uma Linda Oriental com seus olhos puxados, porém as pessoas após uma experiência de fé, onde elas tornam o i-material em realidade, como por exemplo, o preenchimento de Deus (ser invisível) em nossos corações (local invisível), tende a perder um pouco da sensibilidade poética (arte de lidar com invisível), perdem a essência e já não sabem o que é metafórico, e confundem com o que é real, por que sentem aquilo que outrora não existia.
Por isso tenho visto muitos Criticar de forma Errônea este lindo livro, que tem por objetivo fazer as pessoas se voltarem ao amor de Deus, e principalmente ver sua soberania, e mostrar que a vida com Ele, vai muito além daquilo que julgamos ser bom ou ser mal, é que a Mística do bem e do Mal se sujeita a vontade soberana de Deus.
Podemos ver isso, retratado nas paginas das escrituras, tidas como sagrada entre nós cristãos, a Bíblia, sim coloquei o sagrado como suposição, pois ela se torna sagrada apenas a partir do momento que a trato assim.
Desta forma podemos tratar o livro A Cabana, o que para muitos pode parecer uma grande farsa teológica, para outros pode ser a Resposta de orações.
E Nisso que devemos sempre trabalhar, na forma Universal de Deus se revelar e de estar presente no meio de nós, não apenas de estar em momentos litúrgicos de um culto religioso, ou em momentos sacramentais de um rito, é a arte de poder enxergar Deus em toda a Criação.
Segundo o Autor ele escreveu o livro para seus filhos, ele é uma mescla de experiências pessoais, e uma vida com estudos cristãos, desde o inicio ele apresenta o livro como uma experiência para a reflexão, e não como uma nova verdade teológica, por isso a figuração dos personagens sagrados, eles foram adaptados para mostrar a uma mente infantil quem é essas três pessoas unas, e como eles “podem se relacionar”, é apenas um conto inocente infantil, é a mesma coisa que o filminho da Arca de Noé que todos vemos nas escolas Dominicais infantis, tem por objetivo apresentar uma fé sim, mas de forma casual que as Crianças possam assimilar, não podemos encher uma mente que está em formação, com teologia avançada, isso gera graves conflitos.
O Livro trata uma coisa de suma importância no meio Cristão, assimilar o conceito de Bem e Mal, de bênçãos e maldições e principalmente da morte.
E trata estas questões de forma muito responsável e essa deveria ser nossa Critica, os frutos que a leitura deste livro pode gerar, a sociedade esta farta de uma teologia sistemática e rústica, estudos secos, e principalmente questões sem respostas.
E tão fácil falar – ah é a vontade de Deus!
Agora é muito difícil para quem sofre, entender essa “vontade de Deus”.
Será esse um D’us que sente prazer no sofrimento dos seus filhos, será esse um D’us que só ouve músicas com conteúdo religioso, ou será que esse um D’us que só se relaciona com o homem quando ele está em um culto religioso?
Sabe se for assim sinceramente prefiro crer no simpático carpinteiro que feriu suas mãos construindo um presente, prefiro acreditar na velha Gorda que está de ouvido grudado á aquilo que canta os nossos corações, e que é uma sábia oriental que me ensina a andar sobre as águas.
Uma das frases que o autor usa no livro e assim:
A Terra repleta de céu,
E cada arbusto comum incendiado com Deus,
Mas só aquele que vê tira os sapatos;
Os outros se sentam ao redor e colhem amoras.
- Elizabeth Barrett Browning
Talvez seja uma reposta natural acerca do livro, somente aqueles que conseguem ver Deus nas entrelinhas, consegue sentir um efeito do livro, aqueles donos das verdades teológicas ficam apenas apreciando as amoras, e selecionando, as doces das amargas, mas se esquecem que em toda arvore, nem todos os frutos são doces, nada é perfeito, muito menos a arvore chamada Homem.
Perfeito somente Deus, mas aquele que não está preso nem ao tempo, muito menos espaço, aquele que realmente pode estar em uma Cabana.
Shallom



